terça-feira, 1 de setembro de 2020

Tecnologias Educacionais - Breve Histórico da EAD no Brasil

 

Breve Histórico da Educação a Distância no Brasil


A Educação a Distância, para chegar aos dias atuais com o uso de tecnologias modernas, teve seu desenvolvimento histórico marcado por várias etapas. Esse histórico pode ser conhecido de várias maneiras, mas aqui, para termos um panorama geral, vamos considerar algumas etapas a partir do ensino por correspondência, que é um marco significativo quando falamos de estudar a distância.

Considerada como educação por correspondência pelo uso de textos como meio de comunicação entre os participantes, esta fase ocorreu no início da década de 1880. O modelo visava beneficiar pessoas que não tinham como usufruir do processo de aprendizagem regular, como as mulheres, sendo disponível a todas as classes sociais e com baixo custo. Tais características evitavam o abandono por parte dos participantes.

Até o fim do século 20, eram poucas as instituições de ensino superior brasileiras que estavam envolvidas com educação a distância. O que existiam eram programas de alfabetização, supletivos ou cursos de iniciação profissionalizante, oferecidos por correspondência ou por meio de programas de televisão e rádio.


Foto: Instituto Universal Brasileiro

Conhecida pelo uso do rádio em 1921 e da televisão em 1934. No entanto, o uso do rádio para este tipo de educação não se difundiu, pois, a importância de se ter um curso, para algumas emissoras, era apenas como forma de se obter mais lucro com os comerciais. A televisão por sua vez, com seus telecursos ou televisão educativa, propiciou o uso de satélites que possibilitou ao estudante não somente ouvir, mas também visualizar alguns aspectos dos conteúdos estudados, o que representou um avanço significativo para a época.
    
1960

Ocorreu com a criação das Universidades Abertas no final da década de 1960 e início de 1970. Essa etapa incluiu em seu processo o uso do rádio, da televisão, da correspondência e também do telefone, ocorrendo assim a integração de todos os recursos que antes, isolados, não prosperaram. Surgiram também, nessa etapa, as equipes para organização e coordenação de cursos.

1970/1980

Etapa que se destacou pelo uso da teleconferência entre 1970 e 1980. Nessa época, a utilização de áudio, vídeo e do computador já propiciava certa interação entre os participantes do curso em tempo real e em locais diversos. Mais tarde, foi desenvolvida a videoconferência com a capacidade de estabelecer comunicação ponto a ponto ou em vários pontos, simultaneamente.

1990

Essa etapa que é a mais recente, deu início às denominadas aulas virtuais com o uso da internet. Portanto, ela é caracterizada pela criação das redes de computadores usadas na atualidade e que, ao longo do tempo, foram se adaptando e evoluindo para propiciar um ensino de qualidade a distância. Assim como nas gerações anteriores de tecnologia, essa etapa produziu sua maneira específica de organização para a aprendizagem a distância, visto que o advento da internet estimulou novas ideias a respeito de como organizar o ensino, como o conhecemos hoje.

2000

A popularização da internet e melhoria nas condições de acesso expandem a oferta de cursos, suportados em plataformas digitais e cursos regulamentados pelo MEC.
Os recursos e mídias digitais foram sendo incorporados aos processos de ensino e aprendizagem, bem como novas metodologias.


______________________________________________________
Referências:


BRASIL. INSTITUTO NACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS EDUCACIONAIS ANÍSIO TEIXEIRA. Censo da Educação Superior. 27 de novembro de 2019.http://portalrevistas.ucb.br/index.php/raead/article/viewFile/3254/222 Acesso em 30.05.2020.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999;______. A galáxia da Internet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003





quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Tecnologias educacionais e as ferramentas Google para a educação do Século XXI

 O desenvolvimento das sociedades nas últimas décadas deve-se, em grande parte, ao avanço das tecnologias. A sociedade de consumo que se construiu, sobretudo a partir do Século XX, demandou a sinergia entre conhecimento, ciência, recursos, materiais, máquinas e equipamentos a partir das ideias e necessidades das pessoas. Desta sinergia resultaram as inovações tecnológicas que nos impactam diariamente, independentemente do ambiente, espaço ou segmento ao qual pertencemos, trabalhamos e estabelecemos as nossas relações. Do caixa do minimercado ao diretor geral de uma grande corporação, todos, sem exceção, nas diversas partes do mundo, tiveram o seu cotidiano influenciado pelas tecnologias.

Na escola, não foi diferente. No Brasil, ainda que haja muita resistência, sobretudo política no tocante à valorização da educação básica, o que infelizmente torna parte das nossas escolas alijadas da modernização tecnológica, as tecnologias educacionais têm encontrado maneiras de acessar os ambientes escolares, por meio de recursos digitais, plataformas e ferramentas gratuitas voltadas a auxiliar os educadores e contribuir para a aprendizagem.

No atual contexto de pandemia do corona vírus (COVID-19), as atividades educacionais presenciais e tradicionais precisaram ser suspensas, o que favoreceu e evidenciou a utilização dos recursos digitais educacionais para evitar a desconexão total entre educadores, servidores, gestores, estudantes e comunidades escolares. Evidentemente esse processo encontrou e continua encontrando diversos obstáculos, principalmente relacionados com as gigantescas discrepâncias sociais cada vez mais visíveis no nosso país. Há uma enorme desigualdade de acesso aos meios tecnológicos, inclusive na mesma escola, no mesmo bairro, no mesmo município, tanto entre os estudantes quanto entre os profissionais da educação.

Entretanto, mesmo diante de tamanhas adversidades, as tecnologias educacionais têm sido cada vez mais utilizadas nas escolas. Um dos responsáveis por esse processo é o programa Google for Education. Constituído por uma suite de aplicativos pensados para o ambiente educacional, que permitem uma diversidade de atividades e opções de interação entre os envolvidos nos processos de aprendizagem.


A Suite Google for Education pode ser solicitada por qualquer instituição educacional. Dentre os seus recursos, seguem alguns destaques:


Google Classroom - sala de aula virtual onde os professores podem organizar turmas e salas de aula para disponibilizar materiais pedagógicos relativos a sua área do conhecimento, promover a interatividade da turma, aplicar atividades avaliativas e registrar os resultados das avaliações, tanto individual quanto coletivamente.


Google Docs - similar ao Word, é o editor de texto online no qual os alunos e professores podem escrever de forma colaborativa, inserindo dados, imagens e links para outros materiais como gráficos, sites e vídeos.


Google Slides - é a plataforma de apresentações na qual o professor pode demonstrar aos estudantes o conteúdo de forma dinâmica e visual. É possível também criar apresentações de forma colaborativa de forma síncrona e assíncrona.


Google Formulários - permite a elaboração de testes e avaliações objetivas e dissertativas. No caso das objetivas é possível atribuir valores para as questões e obter a correção automática do desempenho dos participantes. O "Forms" cria gráficos sobre esse desempenho, auxiliando o professor a analisar o conjunto da avaliação da turma e também o desempenho individual dos alunos.


Google Meet - é o ambiente de comunicação por vídeo que permite a interatividade síncrona dos participantes através de áudio e vídeo. Possibilita a apresentação da tela de um dos participantes. Permite gravar a atividade para disponibilizar em outro ambiente como o Google Classromm, por exemplo, sendo útil a quem não pode participar presencialmente.


Os recursos citados acima são somente alguns que a suite Google for Education dispõe. Existem diversas outras ferramentas úteis ao processo de ensino e aprendizagem.  Cabe aos agentes educacionais - gestão, docentes e estudantes - a adoção destas e de outras ferramentas tecnológicas de acordo com a área de conhecimento e realidade escolar, viabilizando a construção de oportunidades lúdicas e significativas de aprendizagem e conexão com o saber.


E você, quais recursos tecnológicos têm utilizado na sala de aula? Conte pra gente nos comentários.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Como educar + com o Ensino Remoto?

A Pandemia ocasionada pelo COVID-19 resulta em diversas transformações nas sociedades de países de todos os continentes do Planeta Terra. Vários segmentos destas sociedades tiveram e ainda têm suas atividades suspensas ou desenvolvidas a partir de ações remotas. Entre elas, a educação.

Neste sentido, quando os educadores são desafiados e reinventar as suas práticas, a disseminação de propostas pedagógicas e a colaboração entre eles se torna indispensável para proporcionar aos estudantes e profissionais da educação experiências ricas, estimulantes e eficazes de aprendizagem.

Sabemos que essas rupturas não são fáceis de assimiliar e logo sair colocando em prática soluções inovadoras e transformadoras. Entretanto, é justamente na perspectiva de dar uma "mãozinha" nesse processo e colaborar com as pessoas envolvidas no contexto educacional que este blog se posiciona.

Segue aqui uma sugestão de debate e proposta de intervenção pedagógica que pode ser adaptada para qualquer disciplina ou plano de ensino, disponibilizada pela Carla Arena e Samara Brito no programa Amplifix: 


Comente aqui o que você achou. Teve uma ideia bacana para a sua prática? Compartilhe aqui! 

Bom trabalho!!! 






Tecnologias Educacionais - Breve Histórico da EAD no Brasil

  Breve Histórico da Educação a Distância no Brasil A Educação a Distância, para chegar aos dias atuais com o uso de tecnologias modernas, t...